A experiência de participar do Projeto Rondon

"Falar sobre o Rondon é difícil! Antes de ir é vontade, quando volta é saudade”. Assim começa a descrição do rondonista aluno da UFSJ, Thalles Trindade, sobre sua experiência no Projeto Rondon. Para ele, “Rondon é sentimento! Sentimento de que valeu a pena, de que queríamos mais, que fizemos o melhor de nós mesmos. Sentimento de que vivemos para transformar e ser transformados”.

Ao todo, foram 15 dias de trabalho com a comunidade entre os meses de janeiro e fevereiro. O grupo formado por oito alunos e dois professores da Universidade Federal de São João del-Rei atuou em conjunto com a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) na cidade de Brejinho de Nazaré, em Tocantins. Para cumprir com as atividades, os rondonistas precisaram acordar cedo, dedicar todo o dia às oficinas e as noites, na maioria da vezes, às atrações culturais. Apesar da rotina agitada, o rondonista Gustavo Nogueira ficou muito satisfeito com a experiência. “O contato com pessoas diferentes é muito rico. A população local e os outros rondonistas fizeram com que eu aprendesse demais e repensasse muito sobre mim. Ainda estou digerindo tudo o que vivi”, disse.

Naqueles dias, a população local desfrutou de oficinas gastronômicas, oficinas que tratavam do esporte e da inclusão social, ação com as famílias, capacitação para agentes da saúde e para os conselheiros tutelares, entre outras atividades. Outro marco da operação em Brejinho foi a realização do I Fórum de Educação da cidade. Com o tema “Educar para transformar”, assuntos como evasão escolar e distúrbios de aprendizado foram discutidos com cerca de 100 profissionais da educação.

Segundo a brejinense Bérika Janinny Aires Santos, todas as atividades foram executadas com muito conhecimento e coerência. “O Projeto Rondon aqui em Brejinho deu oportunidade de qualificação para todas as classes. O tratamento com a sociedade em geral foi de igual pra igual. Foram duas semanas recheadas de conhecimento, uma experiência única. Brejinho agradece!”, ressaltou.

Os aprendizados e agradecimentos não partem somente da população local. A rondonista Flávia Queiroz contou que participar do projeto foi a melhor experiência de autoconhecimento da vida dela. “Aprendi sobre felicidade, o real significado de ser feliz. O quanto valem os sorrisos, os abraços e os olhares. A gente aprende o quanto nosso trabalho é importante e nos reconhecemos como futuros profissionais, mas, acima disso tudo, como seres humanos, cujo ofício principal é amar”, afirmou.

Neste ano, o Projeto Rondon completa 50 anos de atuação e, para celebrar, em julho acontece a Operação “Rondônia Cinquentenário”, em Rondônia, e “Serra do Cachimbo”, na divisa do Mato Grosso com o Pará. As instituições já foram selecionadas. Para mais informações acesse a página oficial do Projeto.

Aos olhos do professores

A estrutura de Brejinho de Nazaré é carente. As condições de alojamento, simples. Já a cultura popular, bem diversificada, é envolvida por um clima muito quente. O contexto fez com que essa operação, segundo o professor coordenador à frente do projeto na UFSJ, Marcelo Gonzaga, fosse a mais desafiadora em relação às outras quatro que ele já participou. “Nossa equipe demonstrou um enorme poder de adaptação e uma grande capacidade de enfrentar os problemas com paciência, de focar no trabalho em meio a estas adversidades. Considero que houve um amadurecimento extra dos rondonistas nesta operação em relação às outras, pois as dificuldades foram também maiores”.

Quem também encarou a experiência de forma muito positiva foi a professora Renata Reis, da Zootecnia. “Ver a interação dos alunos, a facilidade que ele têm de interagir com a comunidade, provou que estão preparados para encarar o mercado de trabalho, que têm uma visão muito além da sala de aula”, comemora, arrematando: “uma visão conjunta de auxílio ao próximo, das necessidades de um grupo”.


Publicada em 10/02/2017
Fonte: ASCOM

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